[por David Kantor]
Prefácio
0.1 "Jesus não exige que seus discípulos creiam
nele, mas, antes, que creiam com ele, que acreditem na realidade do amor de
Deus e que aceitem com plena confiança a convicção da certeza da filiação com o
Pai celestial. O Mestre deseja que todos os seus seguidores partilhem
plenamente de sua fé transcendental. Jesus, de uma forma muito enternecedora,
desafiou seus seguidores não apenas a acreditar no que ele acreditava mas
também como ele acreditava. É esta a significação plena de seu requisito
supremo: 'Siga-me'." [196:0.13] (p2089,3)
0.2 "'Seguir Jesus' significa partilhar pessoalmente
sua fé religiosa e entrar no espírito da vida do Mestre, espírito este de
servir de forma abnegada ao homem. Uma das coisas mais importantes da vida
humana é descobrir o que Jesus acreditava, quais eram seus ideais, e lutar para
alcançar este propósito grandioso da vida. De todo o conhecimento humano, o que
tem maior valor é conhecer a vida religiosa de Jesus e como ele a viveu."
[196:1.3] (p2090,4)
1. Ele recebeu uma ampla educação intelectual e
espiritual no começo de sua vida.
1.0.1 "O espírito divino não faz contato com o homem
mortal por meio de sentimentos ou emoções mas sim no domínio dos pensamentos
mais elevados e mais espiritualizados. São os vossos pensamentos e não as
vossas emoções o que vos conduz a Deus. A natureza divina pode ser percebida
somente com os olhos da mente mas a mente que verdadeiramente discerne a Deus,
que escuta o Modelador interior, é a mente limpa. "Sem santidade nenhum
homem poderá ver Deus". Toda esta comunhão interior e espiritual é
denominada percepção espiritual. Tais experiências religiosas são o resultado
da impressão que a atuação combinada do Modelador e do Espírito da Verdade
produz sobre a mente do homem conforme eles atuam sobre e por entre idéias,
ideais, percepções e esforços espirituais dos filhos evolutivos de
Deus." [101:1.3] (p1104,6)
1.0.2 "A única contribuição do homem para o
crescimento é a mobilização do total de poderes de sua personalidade - a fé
viva." [100:3.7] (1097,4)
1.0.3 "Os hábitos que favorecem o crescimento
religioso compreendem a sensibilidade cultivada em direção aos valores divinos,
o reconhecimento da vida religiosa nos outros, a meditação ponderada sobre os
significados cósmicos, a solução dos problemas dignos de louvor, o ato de
compartilhar a vida espiritual com os semelhantes e de evitar o egoísmo, a
recusa a presumir a misericórdia divina e de viver como na presença de Deus. Os
fatores do crescimento religioso podem ser intencionais, mas o crescimento
religioso em si é invariavelmente inconsciente." [100:1.8] (p1095,3)
1.1 Ele fazia perguntas. Seus pais respondiam suas
perguntas constantes durante sua infância: "ele não fazia outra coisa
senão perguntar." [123:2.3] (p1358,1)
1.1.1 Mais tarde, ele prosseguiu fazendo "muitas
perguntas embaraçosas, tanto a respeito da ciência como da
religião..." [123:6.6] (p1365,1)
1.2 Ele instituiu uma vida ativa na prece. Após suas
preces de praxe, ele sempre tinha "uma pequena conversa com meu Pai no
céu." [123:3.6] (p1360,2)
1.3 Sua vida caseira estava estruturada num sistema de
envolvimento dos pais na educação dos filhos. [123:2.5] (p1358,4)
1.4 Ele cuidava das plantas, desenhava mapas, estudava as
estrelas e adquiriu fluência em três línguas. [123:3.1] (p1358,5)
1.5 Ele esteve em contato com muitos buscadores da verdade
pois sua família possuía uma cópia rara das escrituras. [123:3.1]
(p1359,2)
1.6 Ele aprendeu, logo no começo, sobre a administração
financeira feita de forma prudente ao gerir os fundos que provinham das vendas
de pombos. [123:4.4] (p1361,4)
1.6.1 Mais tarde, após a morte de José, ele assumiu a
responsabilidade pela direção dos assuntos familiares. [126:2.1] (p1388)
1.7 Ele recebeu instrução moral e espiritual em casa e
sua educação teológica e intelectual veio do Chazan, na Sinagoga de Nazaré. [123:5.8]
(p1363,2)
1.8 Ele cuidou do desenvolvimento da habilidade no trato
social e gastou bastante tempo misturando-se com o povo, conseguindo
conhecê-los. [123:5.8] (p1.62,7)
1.9 Ele estudou matemática. [123:6.3] (p1364,6)
1.10 Ele estudou música. [123:6.5] (p1364,8)
1.11 Ele interagiu com os líderes religiosos: os escribas
e os mestres no templo. [125:4.1-4] (p1381,4)
1.12 Ele fez cursos avançados de leitura e estava
profundamente envolvido na educação espiritual e intelectual de seus irmãos e
irmãs mais novos. [126:1.3] (p1387,4); [126:3.3] (p1389,6)
1.13 Ele desenvolveu várias habilidades
vocacionais. [126:1.1] (p1387,2)
1.13.1 Um bom resumo das verdadeiras realizações de sua
primeira educação pode ser encontrado em. [127:6.12] (p1405,4)
2. Ele se preparou para seu ministério público
engajando-se no ministério e nas viagens pessoais.
2.1 Viagem ao mundo romano e seu ministério pessoal a
mais de 500 pessoas. [130] (p1427)
2.1.1 Veja também comentários acerca de seu ministério
pessoal durante esta viagem. [132:4.1] (p1460)
2.2 Viagem da caravana à região do mar Cáspio e as
preleções do lago Urmia. [134:2-6] (p1484)
2.3 Ele viveu por mais de dois meses na Antióquia,
"trabalhando, observando, estudando, visitando, ministrando, aprendendo
como o homem vive, pensa, sente e reage ao meio ambiente da existência
humana." [134:7.3] (p1492,4)
2.4 Ele passava um tempo com Deus e avaliava
criteriosamente sua situação e suas oportunidades. [134:7] (p1307);
[134:8] (p1492)
2.5 Recapitulemos os comentários dos Medianeiros sobre
seu caráter aperfeiçoado, "O Auge do Viver Religioso." [100:7]
(p1101)
3. A base cósmica de seu ministério.
3.1 Recapitulemos o pano de fundo de sua
efusão. [120] (p1325)
3.2 Recapitulemos os fundamentos do sistema educacional
de Nebadon. [37:6] (pág. 412)
3.3 Recapitulemos os objetivos básicos do ministério de
Jesus. [140:8] (p1581)
3.4 Recapitulemos os objetivos que ele tinha quando
instruindo seus discípulos e apóstolos. [141:7] (p1593)
3.4.1 Veja também "Quatro meses de
Instruções". [137:7] (p1534)
4. Técnicas específicas e abordagens empregadas por
Jesus.
4.1 Recapitulemos as instruções de Jesus,
"Instruções para os Mestres e para os Crentes": "Ao
ensinar o evangelho do reino, estais simplesmente ensinando a amizade com
Deus." [159:3] (p1765)
4.2 Sua técnica usual nas relações sociais era a de
encorajar as pessoas falar livremente, a fazerem perguntas quando conversavam
com ele. [132:4.2] (p1460,7)
4.3 Ele usava parábolas construídas em torno de modelos e
relações na natureza: a videira e os ramos, a semente da mostarda, o bom
pastor.
4.4 Ele usava símbolos, particularmente aqueles que, na
mente dos ouvintes, estavam associados às cerimônias religiosas: a luz do
mundo, a água viva, o pão da vida.
4.5 Ele ensinava "conforme estava passando
..." [171:7] (p1874)
4.6 Seus ensinamentos eram adequados ao contexto no qual
ele próprio se encontrava; ele não ensinava além da conta. [137:7.14]
(p1535,7)
4.6.1 Com respeito a ensinar além da conta, veja os
comentários sobre a abordagem empregada pelo estafe do Príncipe.[66:6.6]
(p750,1)
4.7 Ele construía sobre o que seu ouvinte já havia
entendido, aumentando e elevando seus ideais. Veja a interação com Gadiah e a
história de Jonas. [130:1.2] (p1428)
4.8 Ele não atacava os erros achados nas crenças de seus
ouvintes; ele era habilidoso em realçar a verdade nas escrituras ou nas
filosofias, onde quer que ele as encontrasse. [132:0.4] (p1455,4)
4.9 Seus ensinamentos eram "dinâmicos de uma forma
emocionante", ele "fazia o bem". [141:3.6] (p1590,2)
4.10 Ele não "se cansava" de ensinar; quando,
usando como meio uma certa ilustração, ele falhava em chegar às mentes de todos
os apóstolos, ele reformulava sua mensagem e tentava usar uma outra
ilustração. [141:4.3] (p1590,7)
4.11 "Por várias vezes ele advertiu seus apóstolos
contra a formação de credos e o estabelecimento de tradições como meio de guiar
e controlar os crentes..." [141:5.4] (p1592,3)
4.12 "Trazei primeiro o povo para o reino;
certifiquem-se de que eles conhecem Deus como seu Pai. Depois disto, pode ser
apropriado discutir então os assuntos relacionados ao avanço progressivo da
alma..." [141:5.2] (p1592,7)
4.13 Jesus não se preocupava com a vinculação de seu
evangelho a outros ensinamentos. Quando João proibiu um estranho de ensinar em
nome de Jesus, o mesmo Jesus disse "Não o proíba ... como podes esperar
que todos os que crêem neste evangelho estejam sujeitos à tua direção?" [159:2.1]
(p1764,3)
4.14 Ele se recusou a usar o poder para manipular o povo
ou as situações com fins espirituais. [136:8.8] (p1521,3)
5. Como podemos participar da missão de Jesus?
5.1 Dedicando-nos à sua tarefa de atualizar o reino do
céu em nosso mundo. Recapitule "O problema do Cristianismo" e "O
Futuro". [195:9] (p2082)
5.1.1 "O desafio religioso desta era pertence
àqueles homens e mulheres de percepção espiritual, perspicazes e com visão de
futuro, que ousam construir uma nova e atraente filosofia de viver o resto de
seus dias nos conceitos modernos, ampliados e primorosamente integrados, de
verdade cósmica, de beleza universal e de bondade divina. Esta visão nova e
justa de moralidade atrairá a tudo o que é bom na mente do homem e estimulará
ao melhor da alma humana. A verdade, a beleza e a bondade são realidades
divinas e à medida que o homem ascende na escala da vida espiritual estas
qualidades supremas do Eterno coordenam-se e unificam-se cada vez mais em Deus,
que é amor." [2:7.10](p43,3)
5.1.2 "O chamado à aventura de construir uma
sociedade humana nova e transformada por meio do renascimento espiritual da
irmandade Jesusoniana do reino deveria comover a todos os que crêem nele, como
não se emocionavam os homens desde o dia em que caminharam pela terra como seus
companheiros na carne."[195:10.6](p2084)
5.1.3 Recapitulemos suas últimas palavras de admoestação,
antes de partir do nosso mundo, ao final de sua efusão: "...começai a nova
proclamação do evangelho do reino... amai os homens com o amor com que vos
tenho amado e servi vossos semelhantes mortais tal como vos tenho servido...
Lembrai tudo o que vos tenho ensinado e a vida que vivi entre vós... Meu amor
vos agasalha, meu espírito morará convosco e minha paz permanecerá sobre vós..." [193:5.2]
(p2057,4)
David Kantor - Encontro de Leitores do Livro de Urantia no Brasil - Parque Nacional do Itatiaia – Rio de Janeiro, Brasil – 20 a 25 de Fevereiro de 2000.
© Copyright 2003. Todos os direitos reservados.