A QUARENTENA E O STATUS DO
ATUAL DO PLANETA.
[por Humberto Alleoni
Moraes]
Introdução
Pouco se fala hoje em crise planetária. O estudo sobre a
humanidade, sobre fatores que influenciam a população global, é tomado como um
total integrado dos estudos de cada nação, e suas relações com as demais.
O planeta é um todo funcional, sim. Porém, são
necessárias também estudos globais, estudos que não levam em consideração cada
país e sua relação com os outros, para promover uma visão mais geral, mais
delineadora dessa nossa tão complexa realidade mundial.
Para tal analise global, tal interpretação holística do
inter-relacionamento de toda a população global são necessários conceitos que
validem as contribuições de tal estudo para a humanidade.
Estudar-se-á, então, através dessa difícil mas necessária
análise, o conceito da quarentena planetária,
ou seja, o estado de isolamento que se encontra nosso planeta de todo um
universo administrativo e evolutivo.
Logo, um estudo sobre a quarentena pode em contraste as
dificuldades existenciais que realmente são resultados de uma crise planetária,
e dificuldades existenciais que são inerentes à realidade material planetária,
necessariamente difícil, complexa e injusta por natureza, mas ao mesmo tempo,
exímia moldadora de caracteres e fornecedoras de uma sabedoria experimental sem
iguais.
Baseado no Livro de Urantia, o estudo não mostrará
simplesmente o quanto fomos prejudicados pela rebelião e pela consecutiva
quarentena planetária, mas sim tocará, mesmo que superficialmente, o mar de
mudanças, diferenças e conseqüências de tal estado planetário modificado e
isolado em relação à grande ordem que é o universo local de Nebadon.
Por que pensar que estamos num estado planetário de quarentena?
Muitas pessoas hoje em dia, ao se depararem com seu
próprio pensamento com relação ao mundo, as injustiças, as dificuldades, com
tantas pessoas consideradas boas sofrendo, enquanto outras consideradas más
aparentemente tendo uma tranqüila existência,
muitos enfim, ao fazerem essas ponderações se deparam com uma ponderação
inevitável: Nosso questionamento da fé. De repente, numa época em nossa vida de
seguidas crises, em que estamos fisicamente cansados e sofremos na pele certas
injustiças, pode-se passar aos questionamentos: existe mesmo um Deus? Alguma
presença soberana pairando por sobre a realidade que podemos captar com nossos
sentidos e inteligências? Existiria mesmo um ser supremo?
Sob a luz da
razão, nos dispomos quase sempre a exteriorizar pensamentos nobres. Mas não se
pode negar que nossas emoções, negativamente influenciadas, afetam nosso modo
de pensar de tal forma que passamos a questionar tudo - "de que vale tudo
isso?" E quando notamos que senão todos, mas a maioria absoluta passa ou
passou por terríveis crises interiores, provocados pelo total descontrole sob
suas próprias emoções. Assim, pode-se até passar por nossas cabeças que Deus
não existiria, ou pelo menos estaria bem longe daqui.
E se tratando de
humanidade, isso não é de se duvidar: Analisemos a ignorância e a violência: A
bestialidade humana, as precárias noções de fraternidade que as pessoas
desenvolvem entre si nos dias de hoje, faz com que seja muito difícil que “a
humanidade como um todo” chegue num nível que cada um seja impelido a
efetivamente amar ao próximo.
Recebemos do
próximo, dos pais, irmãos, parentes e amigos, sempre um pesado fardo de
intolerância para com nossos irmãos no espírito. Isso começa na escola, onde
crianças educadas de maneiras diferentes convivem num mesmo ambiente escolar,
fato que inegavelmente dá margens para todo tipo de situações traumatizantes
(visto que em nossa tenra infância somos mais susceptíveis a ataques de garotos
e garotas educadas com menos cargas de amor), criando assim, em muitos casos,
caracteres menos sensíveis a tolerância e ao amor, para os quais não foram
condicionados em tempos tão importantes como o da educação na tenra idade.
Hoje, em nossa
primitiva (de certa forma) sociedade, há casos de irmãos de sangue se odiando,
filhos matando pais, pais matando filhos, estupros a crianças, desrespeito para
com o próximo em todos os níveis imagináveis.
É certo que amor
é realmente algo a se conquistar. Através do auto-conhecimento, de boa
educação, da boa "recepção" dessa boa educação, através da criação de
códigos morais pessoais, que levam em conta o bem estar das outras pessoas,
podemos concluir enfim que mesmo que se parta do ponto mais baixo da
bestialidade e da animalidade característica de animais, podemos atingir níveis
onde nos separamos dos animais, através de uma evolução generalizada.
E as pessoas em condições inferiores?
Analisemos então esse quadro sob duas ópticas, ou seja, dois tipos de
"caracteres" que podem se formar de acordo com a realidade do mundo
(mesmo que seja a mais superficial das analises, ela nos servirá de parâmetro):
1. Pessoas que tendo uma boa educação e conseguindo criar
padrões de caráter positivo e evoluído, adaptado tornando-se bons cidadãos
tanto no reino humano quanto no reino divino. E entenda-se boa educação uma
educação baseada no amor, no comprometimento de mãe para filho, na vontade da
mãe de ver o filho crescer e se dar bem, e não apenas analisando o aspecto
financeiro.
2. Pessoas que
não tiveram uma boa educação. Isso abrange desde famílias ricas e
espiritualmente ignorantes que tratam os filhos sem o carinho necessário,
tornando-os monstros consumistas incapazes de amar ao próximo, quanto também
pessoas provenientes das classes baixas, ignorantes de outras gerações, que vão
desde mães e pais bandidos que criam desde "monstros" assassinos, até
os tão conhecidos estelionatários, vigaristas, "vagabundos",
"bêbados indigentes", e toda uma interminável lista de infelizes de
toda espécie.
Mas seria essa
divisão, que se acabou de expor, absolutamente correta no complexo mundo em que
vivemos? Não acontece das consideradas boas pessoas cometerem deslizes
terríveis, extremamente prejudiciais? Não constatamos, dia após dia, que as
pessoas estão cada vez mais olhando para si mesmas, talvez obcecadas pelo lado
materialista da existência?
E é sobre esse
ponto que emerge o foco dessa explanação acerca do comportamento do homem. Bons
e maus, ricos e pobres, intelectuais e brutos, todos engalfinhados insanamente
na luta pela sobrevivência, na luta por seu quinhão, por seu lugar ao sol. Uma
assustadoramente grande parcela ignora todo e qualquer aspecto espiritual, de
amor e preocupação ao próximo, quando se trata de "ganhar o seu".
Isso não seria tão grave, não fosse o fato de que a maioria não o faz por
simples questão de sobrevivência, mas impulsionada por um bestial "querer
mais", totalmente desconhecido nas fontes elevadas de natureza espiritual.
E são todas essas
ponderações que nos dão a impressão que há algo errado nisso tudo. Se
admitirmos a existência de alguma divindade, como se acredita, desde a mais
fanática religião até pessoas com elevado padrão de verdadeira religiosidade,
admitindo que NÃO SOMOS NÓS SERES HUMANOS no controle da natureza, do planeta e
do cosmos, facilmente se percebe que há algo errado na vida do homem que foge a
sua verdadeira natureza amorosa - não nos
esqueçamos: somos filhos do AMOR.
Esse argumento
dá, é claro, margem para inúmeras contestações. A condição inicial humana,
visto que evoluímos, deve ser mesmo próxima ou igual à de qualquer outro
animal, seguindo instintos, apenas lutando pela sobrevivência material. Talvez
isso seja normal e desejável de certa forma num mundo material, onde as pessoas
precisam desse tipo de experiência.
Nos foi dito, pelo Livro de Urantia, em seu capítulo 3,
pagina 51:
51&5; 3: 5. 6 1. É a
coragem - a força do caráter - desejável? Então se deve promover a educação do
homem num ambiente que o faça lutar contra as dificuldades e reagir às
decepções.
51&6; 3: 5. 7 2. É o
altruísmo - o serviço ao próximo - desejável? Então a vivência deve preparar
para o encontro de situações de desigualdade social.
51&7; 3: 5. 8 3. É a
esperança - a grandeza da confiança - desejável? Então a existência humana deve
constantemente se deparar com inseguranças e incertezas periódicas.
51&8; 3: 5. 9 4. É a fé - a
afirmação suprema do pensamento humano - desejável? Então a mente do homem deve
se encontrar nesse apuro incômodo, em que sempre sabe menos do que pode crer.
51&9; 3: 5. 10 5. É o amor
à verdade - e a boa vontade para seguí-la aonde quer que ela leve - desejável?
Então o homem deve crescer num mundo onde o erro esteja presente e a falsidade
seja sempre possível.
51&10; 3: 5. 11 6. É o
idealismo - o conceito que aproxima ao divino - desejável? Então o homem deve
lutar num ambiente de bondade e beleza relativas, num ambiente que estimule o
irreprimível esforço para alcançar coisas melhores.
51&11; 3: 5. 12 7. É a
lealdade - a devoção ao supremo dever - desejável? Então é preciso que o homem
prossiga em meio a possibilidades de traição e deserção. A intrepidez da devoção
ao dever consiste no perigo implícito de não cumpri-lo.
51&12; 3: 5. 13 8. É a
abnegação - a disposição para olvidar a si mesmo - desejável? Então o homem
mortal deve viver face a face com o incessante clamor de um eu desejoso de
reconhecimentos e honras, do qual não se pode escapar. O homem não poderia
escolher, com dinamismo, a vida divina se não houvesse a própria vida à qual
renunciar. O homem nunca poderia se aplicar à retidão como salvação se não
existisse o mal potencial que, por contraste, exalta e diferencia o bem.
51&13; 3: 5. 14 9. É o
prazer - a satisfação da felicidade - desejável? Então o homem deve viver num
mundo onde a alternativa da dor e as probabilidades de sofrimento sejam
possibilidades vivenciais sempre presentes.
Não restam muitas dúvidas de que crescemos mais em
espírito em meio a muitas das adversidades que inicialmente consideramos
prejudiciais e dolorosas. É conveniente deixar esse trecho do LU para que se
esclareça a linha de raciocínio que pretendo seguir. Não são as dificuldades em
si o teor daquilo que considerar-se-á como um indício de um controle planetário
incomum, mas sim as tendências errôneas oriundas da incorreta compreensão de
tais dificuldades. Dificuldades que moldam o caráter semeiam esperanças e constroem
a fé.
Como foi dito acima, cada vez mais o homem vai tomando
para si a idéia do "é cada um por si". Cada vez mais o ser humano,
inconformado com as tremendas dificuldades da vida, das injustiças e da
aparente "passividade" por parte da Divindade ante os infortúnios,
vai interpretando errado essas valorosas batalhas da vida. Facilmente vemos em
nossos irmãos alguns resultados da má compreensão das batalhas da vida: Alguns
se revoltam ante a injustiça, e passam a disseminar injustiça e barbárie entre
seus irmãos. Outros entregam seu pensamento religioso, sua fé, nas mãos de
igrejas que prometem livra-lo de tão árdua existência através da devoção da
mesma. Alguns crêem que suas dificuldades e infortúnios são fruto do castigo do
colérico e intolerante Deus do velho testamento. Outros ainda sufocam a
religiosidade, atrapalhando lastimavelmente o trabalho de seu Ajustador
residente, passando a não acreditar em mais nada, a não mais crer na vida
depois da morte. Alguns, diria até que a maioria absoluta se entrega ao desdém.
Dizem que são de tal religião, mas pouco ou nada de seus pensamentos e atos são
movidos por pensamentos religiosos ou altruístas. Passam a sua existência
carnal entretidos em prazeres fúteis, em pensamentos e sonhos materialistas, e
propagam aos filhos e a família essa forma de vida universalmente irreal e
carente de valores de espirituais, "contribuindo" assim para a
perpetuação de tais condutas ao seu próximo.
O silêncio: “a não-atuação” por parte da divindade
Analisemos, por outros ângulos se é coerente acreditarmos
que seria um controle planetário fora do normal (leia-se quarentena), diria até
ineficiente, que estaria causando os problemas acima citados.
O silêncio. Por que não constam nos nossos livros de
história quaisquer indícios ou relatos de outros seres superiores atuando com
os homens? Nem anjos, nem extraterrestres, nem querubins? Por que não existem
mensagens que se admite oficialmente que vieram de ordens superiores a humana?
Por que não há absolutamente nada de inteligência de fora da terra que conste
nos anais oficiais da história do ser humano? Por que as igrejas e grupos têm
tanto poder nas crenças dos homens? Por
que nossa ciência não consegue provas claras de tudo isso? Por que a bíblia,
mesmo contendo trechos, capítulos e idéias muitas vezes antiquadas e adaptadas
a povos de tempos antigos é tão cultuada e intocável para tantos até os dias de
hoje, sendo para os cristãos a única fonte de sabedoria espiritual?
Se analisarmos
bem, fora a bíblia, que se considera a "palavra de deus", que outros referenciais em escala planetária
temos de registro da vontade divina para com
o homem? Muitos dizem: a bíblia nos basta. Ora, uma leitura atenta da
bíblia por um ardente buscador da verdade, aquele que quer descobrir Deus, já
revela a ineficiência dos textos dito "sagrados" como sendo a única
fonte da verdade. A realidade humana é, já em muitos casos, por demais
complexa, e os textos sagrados, apesar de conter muita sabedoria, simetria
construtiva e elaboração poética em seus textos, são em muitos casos ineficazes
para povos e relações dos nossos tempos.
Outras referências de suporte espiritual fora das Escrituras Sagradas
Ninguém duvida que é extremamente difícil se encontrar
"referencias vivas" de conduta para nossa vida entre nossos irmãos
humanos. Aparecem sim, um em um milhão. Madre Teresa de Calcutá, Gandhi,
talvez, e alguns outros.
Na Religião
Não resulta fácil a tarefa de listar alguns grupos
ativos, políticos, ou mesmo religiões, que possam de uma maneira eficiente nos
servir de parâmetro absoluto para nossa conduta diária.
As religiões, que tratam de assuntos divinos e
espirituais, freqüentemente lutam entre si pela posse da verdade. Em geral, nos
passam um conjunto de normas, cobram tributos e exigem concordância intelectual
praticamente irrestrita, algumas até tachando de herege, blasfemo, indigno da
salvação divina e passível da "ira do senhor" qualquer um que ateste
contra suas "normas”. Em muitas, realizam-se cultos vazios que na maioria
dos casos não servem efetivamente para uma "melhora psicológica",
para que cada um realmente atinja uma consciência espiritual maior, no sentido
de relacionar Deus com todos os aspectos da existência do homem, embora muitos
digam o contrário. Muitos dizem que saem de uma missa, por exemplo, se sentindo
melhor. Mas muitos não se dão conta de que essa sensação de alívio é em muitos
casos uma descarga de consciência, um subterfúgio de uma mente que acredita já
"ter cumprido seu papel diante de Deus”, podendo agora o resto da semana
se dedicar aos seus assuntos, na garantia da proteção de Deus àqueles que
"vão a igreja". Ou simplesmente se sentem felizes por que se a
religião prega um deus colérico, mostrar-se submisso é uma forma de se
demonstrar que se "está do lado de deus", e cumprindo esse
"pacto", sente-se um alívio, que é confundido com o verdadeiro
conforto espiritual digno daquele que busca Deus.
Alguns defendem que, ao ouvir as palavras de Deus, as
liturgias, os ritos, as palavras bíblicas etc., sentem um reconforto espiritual
profundo, e isso não se pode negar. Mas a integração de tantas pessoas em
cultos de natureza religioso-dogmática ocorre também pelo fato de que as
pessoas (como é facilmente observável) não fazem de Deus parte de sua realidade
vivencial. Na verdade, a maioria se lembra d’Ele quando vão pedir, quando vão
se lamentar, implorar clemência. Sempre associam Deus a causas materiais,
adotando a perigosa postura mental de que o que acontece de errado é castigo de
Deus, e o que acontece de certo é recompensa, esquecendo-se completamente de
evolução pessoal, progressão intelectual, compreensão cósmica, tolerância para
com o próximo e tantos outros aspectos verdadeiramente religiosos.
Embora essa visão pareça polêmica, herege e até incisiva
demais, uma mente ansiosa por verdades espirituais, porém sensata e centrada
nos fatos e na verdadeira relação com Deus, facilmente percebe que há meios
intelectuais bem mais eficientes de se demonstrar respeito a Deus e vontade de
conhece-lo e amá-lo do que as habituais "demonstrações" de respeito
dadas pelos religiosos "tradicionais": Essas demonstrações fúteis vão
desde fazer o sinal da cruz quando passam em frente a uma igreja, até os
flagelos pessoais impostos, doação excessiva de dinheiro (cada vez mais
procurado, e cada vez mais difícil de se encontrar), promessas a santos,
trabalhos e macumbas, e todo um mundo de sandices que lamentavelmente nos
deparamos em nosso dia a dia.
Serviços
voluntários a necessitados, atitudes positivas diante das dificuldades,
palavras de conforto aos que sofrem, exemplo pessoal de conduta (a demonstração
de respeito a Deus mais importante que um pai de família deve ter) são exemplos
de inúmeras demonstrações de respeito a Deus, que pela simples lógica são mais
apreciadas pelas divindades do que os vazios cultos e os credos mecânicos.
Na Política
Se por outro
lado, buscarmos respostas para nossas inquietudes a outra forma de liderança
social e militar humana que é a política, nem precisamos nos esforçar muito
para detectar a ineficiência do processo. Políticos despreparados para a
função, descomprometidos com o bem estar social, envolvidos em corrupções de
toda a espécie usando para si o dinheiro do povo (em muitos casos), nos dão uma
noção clara de que a palavra de Deus não está com os líderes sociais humanos.
Não é nesse campo que se deve procurar a Deus, definitivamente.
Então nos questionamos: Esse planeta no qual vivemos
estaria mesmo numa condição de controle anormal? Estaríamos nós ilhados, isolados
dos circuitos celestes que numa condição normal nos dariam respostas e
orientações para nossa vida?
A quarentena e o Livro de Urantia
O primeiro grande contato, em séculos, das esferas
celestes a esse torturado, mas valente planeta foi o Livro de Urantia. Embora
ainda pouco difundido, ele nos dá um conceito que merece de nós uma criteriosa
atenção, pois trata do verdadeiro motiva pelo qual a humanidade - não
simplesmente o indivíduo - encontra-se tão desencaminhada: O bloqueio com a
inteligência celestial exterior - A quarentena!
755§5 67:2. 3 Entretanto, se
haviam cortado os circuitos do sistema; Urantia ficou isolada. Todos os grupos
de vida celestial no planeta, de repente e sem aviso, se viram ilhados,
totalmente incomunicáveis de assessoria e conselhos exteriores.
Em linhas gerais, e espaçados entre longos capítulos, a
quarentena é mencionada muitas vezes no Livro de Urantia. Trata-se mesmo de um
bloqueio dos circuitos de comunicação com as esferas celestes, bloqueio esse
que afetou definitivamente o destino e a história desse planeta. Suas
conseqüências, as vantagens advindas desse processo e o retrocesso e o
sofrimento igualmente advindos dela, é algo que merece uma atenção e estudos
constantes, pois é fundamental para compreendermos muito da historia do homem
nesse planeta.
O motivo da quarentena imposta: a rebelião de Lúcifer
Seres e hierarquias, sistemas planetários, constelações e
universos. Caminhos ascendentes ao Pai. Grande parte da realidade universal é
descrita nas revelações de Urantia.
Descreve também alguns seres e suas funções no controle
de todas essas unidades administrativas.
Esse é o foco da análise: os seres-chave da rebelião em
relação ao nosso planeta: Lúcifer: o Soberano Sistêmico, Belzebu: ex-chefe das Hostes Mediânicas, e o
ex-Príncipe Planetário: Caligastia.
Lúcifer, o soberano sistêmico rebelde
511§1 45:2.1 O executivo em
chefe de um sistema local de mundos habitados é um filho Lanonandec primário, o
Soberano do Sistema. Em nosso universo local, a estes Soberanos se tem confiado
grandes responsabilidades executivas, e prerrogativas pessoais pouco comuns.
Nem todos os universos, nem sequer Orvonton, estão organizados de forma a
permitir que o Soberano Sistêmico exerça poderes tão excepcionalmente amplos de
distinção pessoal na direção dos assuntos do Sistema. Mas em toda história de
Nebadon estes executivos independentes exibiram deslealdade apenas três vezes.
A rebelião de Lúcifer no sistema de Satania foi a última e a mais extensa de
todas.
O trecho nos fala
de "poderes excepcionalmente amplos de distinção pessoal na direção dos
assuntos do sistema", querendo dizer que os Soberanos Sistêmicos arbitram
sobre assuntos vitais que diz respeito a cada um dos bilhões de mortais
ascendentes dos planetas a seu comando, de uma maneira excepcional.
Trata-se de seres
excepcionais e divinamente dotados e treinados para essa inacreditável função:
arbitrar sobre assuntos de uma administração de milhares de planetas com
bilhões, trilhões, de vidas. É inútil, até ridículo de nossa parte tentar
aprofundar considerações acerca da forma de pensamento desse tipo de criatura,
visto que os estudos sobre nossa própria forma de pensar são ainda escassos e
confusos.
Entretanto, tomando o cuidado de se ater aos fatos
narrados na 5ª revelação, podemos dizer que desse tipo de "poder",
dessa liberdade de arbítrio dada a essas fantásticas criaturas, podem surgir
problemas com relação à forma com a qual se ira governar um sistema. E o caso é
que nesse sistema do qual nosso planeta faz parte, o antigo soberano teve um
"acesso de rebeldia" (?) que culminou na expressão de idéias e ações
desastrosas e surpreendentes: a negação da obediência ao Soberano do Universo
(Miguel) e a tentativa de tomada de poder independente das classes hierárquicas
superiores. Esses levantes não são comuns, mas aconteceram em três ocasiões em
nosso universo local, segundo o Livro de Urantia:
603§1 53:2.5 É muito difícil
dizer a causa ou as causas exatas que finalmente culminaram na rebelião de
Lúcifer. Tão somente estamos seguros de uma coisa: Sejam quais forem esses
começos, tiveram origem na mente de Lúcifer. Deve haver existido uma vanglória
do eu que se alimentou até o ponto do auto-engano, de modo que Lúcifer, durante
um período, verdadeiramente se convenceu de que suas idéias rebeldes realmente
redundariam no bem do sistema, se não do universo inteiro. Para quando seus
planos já lhe haviam levado ao desencanto, sem dúvida estava por demais metido
de forma que seu orgulho original e danoso se lhe permitisse deter-se. Em algum
momento durante esta experiência ele se tornou não mais sincero, e o mal
evolucionou em pecado deliberado e volitivo.Prova disso é a conduta subseqüente
desse brilhante executivo. Durante muito tempo se lhe ofereceu a oportunidade
de arrepender-se, mas tão somente alguns de seus subordinados aceitaram a
misericórdia oferecida. O Fiel dos Dias de Edentia, a pedido dos Pais da
Constelação, apresentou pessoalmente o plano de Miguel para a salvação destes rebeldes
flagrantes, mas a misericórdia do Filho Criador foi sempre rechaçada com
desprezo e desdém cada vez maiores.
Como facilmente se vê, a natureza do desejo de tão
singular Soberano não encontrava eco nos devaneios de poder de nossos lideres
urantianos, como Julio César, Napoleão ou mesmo Hitler. Lúcifer não lutava por
poder ou glória, coisas que tinha de sobra. Ele não queria competir com
ninguém, ser melhor governante que os outros de mesma classe, mas teve
problemas com a autoridade do universo local e do superuniverso. Simplesmente, Lúcifer tinha outros planos
distintos de seu superior (Miguel de Nebadon) para as incontáveis quantidades
de seres com vida inteligente e volitiva sob seu comando. Sua ação visava
melhoria da qualidade de vida da população sob suas ordens.
Esse fato é de
vital importância nessa análise das causas da Rebelião, até para afastar as
idéias de "líder das forças do mal", "Mal absoluto" ou
"senhor das trevas", visto que sua intenção era não exatamente nobre,
porém desprovida do "mal" que se atribui a ele em nosso planeta.
Atribuir nossas mazelas e nossos erros às "forças do
mal" demonstra a fraqueza interpretativa tão presente em nossas religiões
e pessoas.
O manifesto da liberdade
A causa dos rebeldes foi
expressa nas seguintes três idéias:
603§3 53:3. 2 1. 1 A realidade
do Pai Universal: Lúcifer alegava que o Pai Universal em realidade não existia,
que a gravidade física e a energia espacial eram inerentes ao universo, e que o
Pai era um mito inventado pelos Filhos Paradisíacos com o objetivo de manter o
governo dos universos em nome do Pai. Negou que a personalidade fosse um dom do
Pai Universal. Até sugeriu que os finalizadores estavam em confabulação com os
Filhos paradisíacos para impor uma fraude sobre toda a criação, visto que nunca
voltavam do Paraíso ou de Havona trazendo uma idéia muito clara da
personalidade autentica do Pai, tal como se a diz no Paraíso. Confundiu
reverência por ignorância. A acusação era enorme, terrível e blasfema. Foi este
ataque secreto contra os finalizadores o que sem duvida influiu sobre os
cidadãos ascendentes que estavam em Jerusem para que estes permanecessem firmes
e se mantivessem constantes em sua resistência a todas as propostas rebeldes.
603§4 53:3.3 2. O governo
universal do Filho Criador: Miguel. Lúcifer sustentava que os sistemas locais
deviam ser autônomos. Protestou contra o direito de Miguel, o Filho Criador, a
soberania de Nebadon em nome de um "hipotético" Pai Paradisíaco e a
exigência de que todas as personalidades reconhecessem sua lealdade a este Pai
invisível. Afirmou que o inteiro plano de adoração era um esquema sagaz para
agradar aos filhos Paradisíacos. Estava disposto a reconhecer a Miguel como seu
Pai Criador, mas não como seu Deus e governante legítimo.
603§5 53:3.4 Atacou com grande
amargura o direito dos Anciãos dos Dias - "Estrangeiros" - de
interferir nos assuntos dos sistemas e universos locais. Denunciou estes
governantes como tiranos e usurpadores. Levou a seus seguidores a crerem que
nenhum destes governantes poderia fazer nada para interferir na operação da
autonomia completa se os homens e os anjos tivessem o valor de auto afirmar-se
e reclamar ousadamente seus direitos.
603§6 53:3.5 Sustentava que se
poderia impedir aos executores dos Anciãos dos Dias de atuar nos sistemas
locais se os seres nativos se atrevessem a afirmar sua própria independência.
Mantinha que a imortalidade era inerente nas personalidades do sistema, que a ressurreição
era natural e automática, e que todos os seres viveriam eternamente salvos
quando se os impedissem ações arbitrárias e injustas dos ministradores dos
Anciãos dos Dias.
604§1 53:3.6 3. O ataque contra
o plano universal de capacitação dos mortais ascendentes. Lúcifer sustentava
que se levava tempo demais e energia demais no esquema de capacitar de forma
completa os mortais ascendentes sobre os princípios da administração do
universo, princípios que segundo ele, eram pouco éticos e irracionais. Protestou
contra o programa que durava uma inteira idade de preparação dos mortais do
espaço para um destino desconhecido e considerou a presença do corpo de
finalistas em Jerusem como prova de que estes mortais havia passados idade
preparando-se para um destino de pura ficção. Esquivamente considerou que os
finalistas haviam encontrado um destino mais glorioso que o de voltar às
humildes esferas similares as de sua própria origem. Sugeriu que demasiada
disciplina e capacitação prolongada lhes haviam corrompido e que na verdade
eram traidores de seus semelhantes mortais, visto que agora cooperava em um
esquema de escravização da criação inteira às ficções de um mítico destino
eterno para os mortais ascendentes. Advogou que os ascendentes deveriam
desfrutar da liberdade da autodeterminação individual. Desafiou e condenou todo
o plano de ascensão mortal tal como estava patrocinado pelos Filhos de Deus
Paradisíacos e apoiado pelo Espírito Infinito.
Analisado, finalmente, como essa rebelião originaria das
classes superiores do sistema chegou até nós humanos peregrinos ascendentes:
através dos seres de hierarquia intermediária: Príncipes Planetários.
O príncipe planetário - Caligastia
Em planetas não isolados e que abrigam seres humanos
volitivos, se destacam certa categorias de seres, os Príncipes Planetários.
Seres superiores, da ordem Lanonandec, recebem uma das mais vitais tarefas na
ordem celeste de controle: A soberania das esferas que abrigam a vida humana em
seu estágio fundamental: seres humanos materiais - Carne, sangue, tempo e
espaço.
Não se estenderá aqui a longa lista de atributos,
qualidades e aspectos dessas singulares e vitais personalidades. Apenas
atentar-se-á para o fato de que sua liderança é, em ultima análise, o primeiro
contato entre as esferas superiores de um universo e sua humanidade que
recentemente adquire a condição de seres inteligentes e volitivos. Daí se
avalia sua importância.
Sabemos que os Príncipes Planetários criam escolas de
educação espiritual, onde os melhores representantes de cada raça humana são
chamados a serem treinados e educados nos caminhos da evolução da alma, para
que ao retornar ao seio de seu povo natal possa propagar o conhecimento ao seu
povo, disseminando essa cultura superior aos quatro cantos do planeta, e
garantindo assim a soberania do príncipe e as primeiras noções de percepção
cósmica aos povos de todo o planeta. Esse é o plano.
Uma falha proveniente de um ser desses carrega em si, com
toda certeza, conseqüências funestas a toda uma humanidade, como se lê nesse
trecho do Livro de Urantia:
754§4 67:1.3 Na gestão
administrativa de um universo local, nenhum encargo alto se considera mais
sagrado do que o que se deposita em um Príncipe Planetário, quem assume a
responsabilidade do bem estar e da direção dos mortais evolutivos em um mundo
recém habitado. De todas as formas de maldade, nenhuma destrói mais a condição
de personalidade que a traição de um encargo e a deslealdade por parte de
amigos de confiança.
Vitais para a
quarentena se estabelecer nos planetas, os Príncipes Planetários dos planetas
tombados pela rebelião de Lúcifer foram responsáveis diretos pelas mudanças das
atitudes evolutivas para com as raças humanas.
Aceitando para si as idéias revolucionárias, mas sem
dúvida carentes de perspectiva evolucionária mais abrangente em relação ao
caminho ascendente para o Paraíso, esses esforços dos príncipes Planetários
resultaram finalmente no fracasso da tentativa de acelerar o processo de instrução
humana, levando populações planetárias inteiras a um grau de bestialidade que
provocou a necessidade de corte dos circuitos normais de comunicação com o
universo - o estado de Quarentena.
759§1 67:5.3 O esquema de
Caligastia para a reconstrução imediata da sociedade humana de acordo com seus
conceitos da liberdade individual e os direitos dos grupos resultou em um veloz
e , de certo modo, rotundo fracasso. A sociedade prontamente retornou a seu
antigo nível biológico, e retornou ao caminho evolutivo a partir de um ponto
muito mais adiantado e de onde se encontrava no princípio do regime de
Caligastia; E esse levantamento acabou por deixar o mundo em um estado de suma
confusão.
759§3 67:5.5 E ao submergir-se
a primeira capital do mundo, essa não abrigava senão a inferiores raças sangik
de Urantia, renegados que haviam convertido o templo do Pai a uma capela
consagrada a Nog, o Deus falso da luz e do fogo.
Muito da noção que temos sobre hierarquias ou mais
precisamente sobre controle social, nos vem através da política, religião da sociedade em geral. (ver comentários
anteriores).
Difícil seria imaginar como seria o mundo hoje se, desde
o princípio houvesse as escolas superiores como as de Dalamantia, e o séqüito
corporal do Príncipe Planetário Caligastia. Sem guerras, sem povos eleitos. Sem
distorções da realidade. Sem fanatismo ou desdém. Sem políticos gananciosos, o
controle social seria realizado por essas entidades superiores, que evitariam
muitas guerras entre povos. E principalmente: sem ateísmos, materialismos e
outros "ísmos" prejudiciais em filosofias.
Outras considerações sobre a quarentena
Com algum esforço e muita imaginação, poderemos até
visualizar o cenário da Terra há 250.000 anos: Cidades sede, escolas de
instrução, supervisão e conselhos de esferas elevadas, progressão contínua da
humanidade, etc.
Ficaria difícil imaginar o que seria agora nessa esfera
evolucionária que chamamos Terra se tudo houvesse saído como o inicialmente
planejado. Viveríamos talvez numa era de harmonia e espiritualidade, entidades
celestes se fariam presentes, se mostrariam ao homem, e talvez todos saberíamos
nosso papel no grande universo, e saberíamos melhor como nos comportar nessa
intensa e dura fase de treinamento na carne e no sangue. Saberíamos talvez nos
relacionar melhor com nossas emoções, e assim viver uma vida realmente mais
nobre e plena. É claro que muitas de nossas vicissitudes e emoções
perturbadoras são tipicamente humanas, e em muitos casos são provocados por
coisas corriqueiras como falta de sono, distúrbios alimentares e outras causas
físico-químicas típicas de qualquer homem ou mulher. Mas certamente nossos
principais problemas como a "belicosidade" entre povos, a
intolerância entre homens e mulheres, a cega ambição material, entre outros,
não seriam tão grandes.
Para um pensador perspicaz, mesmo que não tenha
conhecimento de textos revelatórios como o Livro de Urantia, não resulta
difícil perceber que algo errado em algum ponto do passado ocorreu por aqui em
proporções planetárias, quer dizer, a toda humanidade. Na verdade, em inúmeros
fragmentos de diversas seitas pelo mundo, é citado a "grande
rebelião", o "anjo caído", e vários outros capítulos
sub-entendidos de nossa história. Até mesmo o conceito de "pecado
original", uma das maiores distorções da realidade pregada pelas igrejas
cristãs, mostram essa crença ancestral de que algo errado no caminho evolutivo
do homem aconteceu.
A bíblia nos fala do pecado original. Mas hoje em dia,
livre das fogueiras e das torturas da inquisição religiosa, pode-se facilmente
afastar essas idéias infantis de que toda a humanidade paga com seu sofrimento
atual o pecado de alguns poucos num remoto e obscuro passado (e o que é mais
triste: o bisonho conceito humano de que Jesus Cristo veio na terra morrer na
cruz para nos livra dos pecados -
subentendendo-se que 1º Deus coloca seu próprio filho para morrer na
cruz para "saciar sua sede de vingança", e 2º, que se não fosse isso,
nós é teríamos que pagar!)
Mas assim mesmo, vemos aí que desde sempre se acredita
que algo grave aconteceu na terra que provocou reações por parte da divindade.
Cada ser humano que busca respostas a suas inquietações
pessoais pode fazer a seguinte reflexão: se a natureza nos parece tão perfeita
e funcional, se nosso próprio corpo revela um funcionamento tão magistral e
divino, com cérebro, músculos e membros funcionando com perfeito controle cujo
funcionamento está acima de nosso entendimento, por que exatamente somos acossados por tantos sofrimentos e
injustiças? Por que não conseguimos controlar nossas próprias emoções e
impulsos? Por que há tantos povos sofrendo a margem de uma sociedade
minoritária que se esbalda com tanta fartura, fartura essa que, de acordo com
conceitos humanos de justiça, deveria ser mais melhor dividida? Por que entre
os que têm muito, há tanto egoísmo? Por que nós mesmos, cada um de nós,
sentimos que os outros devem ser bondosos e justos para conosco, se muitas
vezes não os somos para com o próximo? Por que, enfim, a natureza se mostra tão mais eficiente que
nós, se ambos foram criados por Deus?
Seriam tudo isso
fruto dessa rebelião de Lúcifer ou da quarentena? Seriam esses fatos realmente
anormais ou prejudiciais de fato, ou seriam essas injustiças citadas apenas
etapas evolucionárias normais entre uma raça evolutiva como a nossa?
Formas da manifestação de Deus ao homem: iluministas, humanistas e materialistas
Voltaire, francês erradicado na Inglaterra e o maior de
todos os escritores do Iluminismo, era não só contra a igreja e seus dogmas que
aprisionam a mente humana, mas também não acreditava que Deus se manifestasse
sobrenaturalmente na vida do homem. Para ele, toda representação que Deus fazia
de sua onipotência criadora e de sua onipresença era através da natureza,
apenas por fenômenos naturais.
Os Iluministas prezavam acima de tudo a razão e a
experiência, e diziam ser estas as principais formas de entendimento do mundo.
Em "O Livro das Religiões" (CIA das Letras),
dos historiadores bíblicos Victor Hellern, Henry Notaker, e do filosofo Jostein
Gaarder , essa teoria iluminista sobre o "Deus natural", se expressa
concisamente sobre isso:
"[...]
[Voltaire] acreditava que por trás daquele mundo bem-ordenado, que fora
descrito por [Isaac] Newton, deveria
existir um criador racional. Contudo, não saberíamos nada sobre o criador, já
que ele não se revelou ao mundo de maneira sobrenatural, como crêem os
cristãos, judeus e muçulmanos. Deus se
mostrou ao ser humano apenas por meio
da natureza e das leis naturais. Essa noção, muito popular durante o
Iluminismo, é chamada de Deísmo. Há um Deus , acreditava Voltaire, porém o
dogma religioso e os conceitos de Deus são idéias humanas. A cegueira e a
ignorância levam os homens a perseguir e a matar uns aos outros em nome da
religião. Igualmente tola é a idéia de que podemos influenciar a Deus e o curso
dos acontecimentos mundiais valendo-nos da oração. O mundo é controlado por
leis imutáveis."
Talvez com exceção à idéia de que a oração não
modificasse um mundo com supostas leis imutáveis, o livro de urantia contém
ensinamentos muito parecidos com essas ideias iluministas em sua relação com a
religião.
Apesar de que, com relação às orações, possivelmente o
escritor Iluminista possa estar se referindo às orações impostas, como ave Maria,
ou mesmo o Pai nosso que, orados de uma maneira mecânica, alheia e insensata
por muitos, não trás mesmo notáveis benefícios ao indivíduo ou quaisquer
transformações na realidade.
Sobre o correto entendimento dos aspectos divinos e
religiosos de nossa existência através de nossa razão e experiência o capitulo
100 do Livro de Urantia também é rigorosamente preciso:
1094§7 100:1.5 O terreno
essencial para o crescimento religioso pressupõe uma vida progressiva de
autorealização, de coordenação das propensões naturais , de exercício e do gozo
nas aventuras da razão, da experimentação de sentimentos de satisfação, do
funcionamento do estímulo do temor para a atenção e a presença de ânimo, da
estimulação à curiosidade e de uma consciência normal da própria pequenez: a
humildade. O crescimento também está predicado no descobrimento do eu
acompanhado pela autocrítica: a consciência, por que a consciência é em
realidade crítica do eu mediante seus próprios hábitos de valor, ideais
pessoais.
Ninguém duvida que os pensamentos Humanistas,
Materialista, Iluminista, Marxista, etc. foram altamente benéficos para toda a
humanidade em muitos aspectos. Talvez esse afastamento dos ideais espirituais
em prol da busca de uma compreensão científica sobre a natureza, representa
aspectos evolucionários do nível existencial humano, ou simplesmente a
necessidade de se afastar dos dogmas que tanto atrapalham a livre razão.
No entanto, quando passamos gradualmente a perceber o
crescimento do desejo consumista do homem, da busca incessante pelos prazeres
materiais, pela valorização do bem em detrimento com o indivíduo - quando
passamos a ver crimes de morte por parte de um individuo motivada pelo roubo de
bens materiais, enfim, quando passamos a ver freqüentemente tais baixos (ou
inexistentes) níveis morais ou éticos por parte de uma grande parcela da
humanidade - vemos o quão prejudicial pode ser a tendência de se apartar das
análises científicas os conceitos de religiosidade pessoal, divindade e Deus.
Até que ponto essa separação Deus-Ciência, ou Divindade /
Pensamento racional, tão abundantemente efetuada por nossos filósofos e
cientistas, é causada pelo isolamento a que somos submetidos?
Como já foi visto, o desenvolvimento de valores profundos
no homem exige que esse se defronte, ao menos enquanto vive na condição carnal
e espaço-temporal, com toda classe de situações difíceis, problemas a serem
resolvidos e conquistas pessoais laboriosas. Conviver com o mal para
desenvolver valores reais de justiça, conviver com a mentira diária entre
irmãos para desenvolver um amor a verdade.
Entretanto, quando se passa a desconsiderar Deus nas
análises mais profundas, até mesmo a duvidar de sua existência, notamos-se
nesse procedimento uma ruptura com a realidade cósmica, obviamente provocada
por falta de uma percepção cósmica revelatória, ou de uma perspectiva de
carreira espiritual. Ora, fácil é a conclusão de que a crença de muitos - que a
divindade não exista e que somos frutos da evolução e de processos naturais -
não existiria se nosso planeta desfrutasse das tais comunicações com as esferas
superiores. Sejam quais forem os métodos ou a tecnologia empregada nessas
transmissões as quais somos privados, noticias de outras esferas transmitidas a
população mundial com certeza diminuiriam ou mesmo extinguiriam a desviada
noção da não existência de Deus:
529§2 46:8.3 Mas antes de muito
tempo, a adjudicação de Lúcifer e seus colaboradores restaurará o sistema de
Satania à constelação de Norlatiadec, e posteriormente, Urantia e as demais
esferas ilhadas serão restabelecidas nos circuitos de Satania, e novamente
ditos mundos desfrutarão do privilégio da comunicação interplanetária e da
comunhão intersistêmica.
Os verdadeiros danos da quarentena
A
Liberdade
As tensões por nós vividas, nessa existência que tão
freqüentemente nos colocam nossas ações imperfeitas em contraste com as
perfeitas ações da divindade, criam um potencial para o mal e para o bem; Essas
tensões também nos colocam em meio a falsidade e a enganação, para que nosso
natural amor a verdade crie as noções do certo e do errado, sublimando nossas
ações através do livre arbítrio.
As decisões nessas questões através de nossa liberdade
nos moldam o caráter e nos dá a consciência moral que tende a nos aproximar do
bem e nos afastar do mal.
O livre arbítrio, esse tema tão batido, cujo verdadeiro
significado parece estar tão longe de nossos lideres mundiais quanto de nossos
lideres religiosos.
Enquanto os religiosos limitam nossa liberdade de
escolha, ou seja, nosso livre arbítrio, meramente a questões de pudor, ou
relativas aos mandamentos religiosos alguns "chefes de estado" ou
representantes quaisquer de nações poderosas de nossa atualidade impõe sua
forma de vida, seus conceitos e sua errônea idéia de liberdade a outros povos
com menor poderio militar e político, sempre visando a supremacia da economia,
e gerando assim os tantos e tão lamentáveis conflitos que pipocam dos meios de
comunicação todos os dias:
614§4 54:1.9 Como se atreve a
criatura volitiva a interferir nos direitos de seus semelhantes em nome da
liberdade pessoal, quando os Governantes Supremos do universo se colocam
respeitosamente à margem dessas prerrogativas de vontade e potenciais de
personalidade! Nenhum ser tem, no exercício de sua suposta liberdade pessoal, o
direito de privar a outro ser dos privilégios da existência outorgados pelos
Criadores e devidamente respeitados por todos seus leais colaboradores,
subordinados e sujeitos.
Um curioso exemplo desse bestial crime à liberdade alheia
pode ser visto no atual conflito EUA x Iraque. Por um lado, um milionário
ditador, que dá mostras de fanatismo e até de insanidade, que oprime seu povo
pelo poder da autoridade militar e até religiosa (essa imposta pelo sistema
religioso muçulmano, que rotula como "profano" tanto a cultura
americana quanto qualquer conhecimento ocidental, colocando o povo na
estagnação cultural).
Por outro lado, a imposição militar americana, ditada por
uma forma de imperialismo que vem envolvendo o mundo todo a décadas. Essa
campanha, escusando-se na pretensa intenção de livrar o povo iraquiano e até
mundial da ditadura imposta, tenta empurrar a forma americana da
"liberdade" ao oriente médio e ao resto do mundo por tabela, através
da pior maneira possível de resolver impasses entre nações: a guerra.
E que se diga: ambos os governos se chocam por motivos
econômicos, não exatamente pelo bem estar do povo. Então pergunta-se: como fica
o povo do Iraque? Quem deu o direito a uns poucos de arbitrarem na forma de
vida de um povo inteiro?
E infelizmente, essa realidade não se restringe apenas ao
Iraque, e não temos muitas perspectivas de melhoras imediatas nesse triste
quadro.
614§5 54:1.10 O homem evolutivo
talvez tenha que lutar para suas liberdades materiais contra tiranos e
opressores em um mundo de pecado e iniqüidade, ou durante os tempos primitivos,
de uma esfera primitiva em evolução, mas isso não ocorre nos mundos moronciais,
nem nas esferas do espírito. A guerra é a herança do homem evolutivo primitivo,
mas nos mundos de civilização normal em avanço, o combate físico como técnica
de ajustar os mal-entendidos raciais tem caído há muito tempo em descrédito.
Seria esse precário equilíbrio entre a consciência da
irmandade entre povos e as ações brutais tomadas pela intolerância, uma das
grandes conseqüências da quarentena imposta? Segundo o trecho acima, em mundos
"de civilização normal", os povos não lutam para acertar os mal-entendidos.
E como estamos tratando agora de conceitos da liberdade,
não se pode esquecer da criatura que mais intentou impor seu conceito de
liberdade aos demais: Lúcifer, o antigo Soberano Sistêmico. Julgando ser o seu
conceito sobre a velocidade da evolução das raças humanas nas esferas sob seu
domínio mais apropriado do que o imposto pelos Anciãos dos Dias e por Miguel de
Nebadon, insuflou uma rebelião em escala Sistêmica, impondo aos planetas
habitados que passassem a evoluir de acordo com seus próprios parâmetros. O
resultado, nós conhecemos em nossa própria pele.
A demora temporal para a justiça
Analisando a questão da quarentena, e supondo ter ela a
ver simplesmente com o julgamento de Lúcifer (tema não abordado nesse estudo),
ou seja, que ela se acabará quando se der o julgamento de Lúcifer, pode-se
chegar a uma conclusão precipitada de que está havendo certa demora por parte
da divindade em resolver esse problema que não envolve apenas pessoas, cidades
e nações, mas sim planetas inteiros.
615§6 54:4.1 Outro problema um
tanto difícil de explicar na constelação de Norlatiadec é o das razões que
permitiram Lúcifer, Satanás e os príncipes caídos fizessem o mal por tanto
tempo até que os prendesse e o julgasse.
616§1 54:4.2 Os pais, aqueles
que geraram e criaram seus filhos, são mais capazes de compreender o por que
Miguel, um pai Criador, possa demorar tanto para efetuar a prisão e destruição
de seus próprios filhos. A parábola do filho pródigo que Jesus narrara ilustra
muito bem de que forma um pai amante pode esperar por muito tempo até que o
filho desencaminhado se arrependa.
616§2 54:4.3 O fato de que uma
criatura que faça o mal possa verdadeiramente escolher fazer o erro - cometer
pecado - estabelece livre arbítrio e justifica plenamente a longa demora em se
conduzir ao arrependimento e a reabilitação.
Mesmo após a proclamação de independência de Lúcifer, foi
permitido a esse que continuasse por um longo período no comando de sua
constelação (a nossa) até que lhe tirassem do posto e o prendesse. Esse amor
supremo por parte de nosso Criador Local, nosso querido Jesus, em dar máximas
chances do pecador se regenerar - é algo de difícil compreensão. Na verdade,
uma análise prematura e ingênua poderia apontar para um certo desleixo das
autoridades - afinal, o planeta e todo um sistema ficaram sob um domínio
pecaminoso, distante da realidade e prejudicial. Esse fato, como se procurou
apontar nesse estudo, talvez seja o motivo de tanto atraso cultural e
espiritual de tantos e tantos filhos de Deus em nosso planeta, e até de toda
uma humanidade cada vez mais carente de realidades espirituais plenas.
Ignorância sobre a vida após a morte e sobre a carreira ascendente
Imaginem como seria viver num mundo onde as pessoas
soubessem de suas carreiras espirituais rumo ao Pai? Um lugar onde não se
temeria a morte, onde os que ficam não choram a ida dos que terminaram seu
serviço na carne?
É de extrema importância nesse estudo avaliar que, num
planeta onde transmissões espirituais são feitas para a população, onde se
ensinam em escolas sobre a realidade do universo e sobre as hierarquias
celestes e nosso dever perante elas, num planeta assim, a população humana é
liberada de penosos fardos de falta de consciência cósmica.
A multiplicidade de povos, línguas, religiões, conceitos
da realidade, e ao mesmo tempo a falta de consenso entre tantas maneiras de
encarar a vida e o mundo, fazem de nossa realidade humana uma experiência
extremamente diferenciada.
Sob esse prisma, esperançosas conclusões podem ser feitas
com relação ao fim das guerras, unificação populacional, preocupação com a
elevação cultural, moral e espiritual etc. Enfim, o "mundo melhor"
que todos nós um dia quisemos (ou queremos) construir!
Mas em nossa sofrida atualidade, que tipos de melhoras
podemos esperar de um povo tão alheio ao aspecto espiritual da existência? Como
esperar que representantes de países poderosos "compartilhem" sua
riqueza com os mais pobres, ou que cesse a intolerância racial, se a maioria
das pessoas não estão certos em relação a sua origem e destino divinos?
A que distancia está o povo que sente piedade de um ente
querido que se vai, como se a existência desse ente tivesse terminado, daqueles
povos que comemoram a ida dos seus às realidades espirituais como a uma grande
conquista!
623§5 55:2.5 [...]Que bela
ocasião quando os mortais se reúnem assim para presenciar a ascensão em chamas
espirituais de seus seres queridos! E que contraste com aquelas idades
planetárias prévias, nas quais os mortais entregavam seus mortos ao abraço dos
elementos terrestres! As cenas de prantos e lamentos, características das
épocas mais primitivas da evolução humana são substituídas agora pela
felicidade estática e pelo mais sublime entusiasmo, enquanto esses mortais que
conhecem a Deus se despedem temporariamente de seus seres queridos, que ao
libertar-se de suas vinculações materiais mediante os fogos espirituais de
consumidora grandeza e glória ascendente. Nos mundos estabelecidos em luz e
vida, os "funerais" são ocasiões de felicidade suprema, satisfação
profunda e esperança inexpressável.
Quantas famílias
foram destruídas pelas amarga e errônea crença da "perda da vida" por
parte de familiares e entes queridos? Que notáveis e maravilhosas melhorias
viriam a nossa sofrida humanidade se tais conceitos fossem vigentes!
E que fique claro: Não é a propagação indistinta das
revelações de Urantia que porá fim a crenças tão arraigadas.
A tentativa de acelerar o processo natural de tomada de
consciência de toda uma população já se mostrou catastrófica, mesmo quando
ministrada por Príncipes Planetários e outras ordens superiores, fato que se vê
claramente no advento da Rebelião de Lúcifer e suas repercussões em nosso
planeta.
629§11 55:5.2 As épocas
avançadas de um mundo estabelecido em luz e vida representam o cume do
desenvolvimento material evolutivo. Nestes mundos cultos, desapareceram a
miséria e as aflições das eras primitivas anteriores. A pobreza e a
desigualdade social praticamente foram extintas, a degeneração já não existe, a
delinqüência raramente se observa. A loucura e a debilidade mental são muito
raras.
É claro que esses planetas, além de não terem sofrido com
uma rebelião como o nosso, vem também de uma evolução escalar planetária bem
mais antiga, mas a análise de tais planetas nos dá uma perspectiva de como se
desenvolve a vida humana uma vez longe dos problemas crônicos provocados por
uma história conturbada desde o princípio.
Conclusão
Obviamente, compreender os porquês de nossa existência
tem uma importância vital para o nosso progresso pessoal. Uma pessoa que busca
valores e significados espirituais, tem uma vida mais plena e bem aproveitada.
Num planeta normal, nos diz o Livro de Urantia em seu
documento 52, aparecem no cenário da vida mundial, ao menos sete épocas
planetárias, que geralmente se relacionam com a chegada de alguma entidade de
apoio ao planeta. Príncipes Planetários, Filhos Magisteriais, e toda uma ordem
de seres que respondem a uma realidade universal ainda inacessível para nós.
Entretanto, aconteceu nesse planeta - conhecido "lá
fora" como Urantia - algo de suma importância para todo o universo: O
Filho Criador, soberano de todo o universo local, escolheu nosso planeta para
se efundir, movido por desígnios divinos que sequer podemos suspeitar, para
completar sua sétima e ultima efusão e se entronar com as bênçãos divinas e com
seu mérito próprio como Soberano do Universo de Nebadon. Difícil é para nós
humanos, dotados de uma visão de realidade tão limitada e local, perceber a honra
e a glória desse feito.
Não se pode pesar na balança o prejuízo planetário
oriundo da quarentena, e as melhorias advindas da efusão de Cristo Miguel em
nosso mundo. Entretanto, pode-se considerar os pontos válidos da quarentena e
somá-los ao conhecimento Divino vindo da experiência carnal de nosso soberano,
produzindo assim melhorias nos níveis mentais nunca antes vista em todo o
universo local, o que nos coloca numa posição esperançosa perante as
expectativas das entidades superiores.
Por isso, longe de nos lamentarmos por esse aparente
"infortúnio", devemos nos sentir abençoados, pois um mundo como esse,
igualmente sob a benção de Deus em relação a qualquer outro planeta de Nebadon,
mas com o diferencial de que temos, em nossa história, o maior exemplo de fé,
coragem e devoção que um homem em todo o universo poderá chegar: o exemplo vivo
de Jesus Miguel, soberano, feito homem, para nos passar a mais sublime das
mensagens: Somos filhos de um Deus imenso e poderoso que nos espera "de
braços abertos " ao fim de nossa longa caminhada para ELE.
Os Melquisedecs também são taxativos ao comentar os
benefícios causados pela rebelião, em detrimento com todo o mal que causou:
Em princípio, a rebelião de
Lúcifer pareceu uma calamidade sem precedentes para o sistema e para o
universo. Gradualmente começaram a cumular-se os benefícios. Com o passar de vinte cinco mil anos do
tempo do sistema (vinte mil anos do tempo de Urantia) os Melquisedecs começara
ma ensinar que a bondade resultante da loucura de Lúcifer havia começado a
igualar o mal incorrido. O mal ocasionado pela rebelião havia parado de
progredir, continuando a aumentar apenas em alguns mundos ilhados, enquanto que
as repercussões benéficas continuavam a multiplicar e estender através do
universo e do superuniverso, até mesmo até Havona. Os Melquisedec ensinam agora
que o bem resultante da rebelião de Satania é mais de mil vezes a soma de todo
o mal.
Quando os períodos de maior turbulência naturalmente
passarem, quando a mente e o entendimento cósmico do homem atingirem níveis
satisfatórios de consciência cósmica, somente aí estaremos como uma humanidade
preparada para novas revelações planetárias, para o restabelecimento das
comunicações sistêmicas e para a readmissão de todo o sistema na constelação de
Norlatiadec, da qual Satania (nosso isolado sistema) faz parte.
Desde nossa notória inabilidade no trato de nossa
próprias emoções, nossos problemas sociais relacionados ao descomprometimento
para com o próximo, até as formas de governos humanos, como se formaram os
países, como viemos a ser como humanidade o que somos hoje, o estudo da
quarentena pode nos revelar pontos culminantes e, quem sabe, no conhecimento
desse fato, possamos acelerar nosso processo de desenvolvimento, contribuindo
assim para a maravilhosa ordem a qual fazermos parte.
E nós que "adiantadamente", fizemos nossa a
ampla gama de conhecimentos e revelações dadas pelo LU, temos a obrigação de
passar ao próximo o que sabemos, com astúcia, coragem e inteligência, e tentar,
com o que resta de nossas vidas, mostrar a bondade e um verdadeiro sentido para
essa vida.
Humberto Alleoni S. Moraes
Quinta feira, 12 de março de 2003.
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